sexta-feira, 30 de março de 2012

Emoção.


Meu dia começou bem tenso! Ligação, tensão, choro, tristeza e algumas lembranças... Tive a notícia que minha matrícula no Curso de Licenciatura em Teatro, da Universidade Federal do Pará, havia sido cancelada por erro de documentação; concorri como cotista, mas estudei o 1º ano em colégio particular. Liguei para o tio-pai em prantos, e ele soube como me acalmar!
Na aula da Wlad, busquei meu refúgio e um consolo nos braços dos meus amigos mais próximos e até aqueles na qual não mantinha contato. Tive que apresentar meu seminário, junto com o meu amigo Marcelo Andrade, que tratava-se de um texto de Lya Luft, chamado "O Internato", do seu livro "O Silêncio dos Amantes".
Antes da nossa apresentação, teve a exposição dos trabalhos de Caled Garcês e Melke Zedeck, que falaram de uma escritora nova-iorquina, que escreveu vários poemas, e eles trouxeram um desses poemas, no qual retratava um pouco de sua vida pessoal. Acredito que o trabalhado dos meninos foi muito bem desenvolvido, e teve uma conclusão plausível no que diz respeito a disciplina, ou seja, teve uma ligação entre o trabalho apresentado e a tese da aula.
Meu trabalhou começou com a apresentação da escritora Lya Luft, onde mostramos sua biografia, sua história e vida e debatemos sobre alguns poucos casos, que relacionamos a vida da Lya com a nossa vivência pessoal. Depois, meu amigo Marcelo, falou sobre as obras de Frida Kalo e sua relação com a disciplina, o que causou dinamismo com os colegas de sala e a professora.
Acredito que o seminário serviu para "abrir" a mentalidade de algumas pessoas em relação ao teatro, assim como ajudou a formular ideias pensadas, e ideias exercidas sobre um pensar; e que causara vontade de aprender, e correr atrás daquilo que não sabíamos. Abrimos um espaço para debates, onde todos colocaram sua posição perante ao debate.
Finalizou, por que eu teria que ir embora, a minha apresentação e a Prof. Wlad dividiu com a turma a minha situação perante a Ufpa, e todos uniram forças, junto comigo, pra continuar lutando. Quando ia embora, fui recepcionado com uma salva de palmas.
- Chorei! Foi lindo, foi algo admirável e mágico.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Minha árvore é uma roseira = rosa + mangueira.


O dia começou tenso! Na verdade, eu estava muito mais preocupado com o seminário que eu ia apresentar junto com a minha dupla, do que com o dia em si. Meu dia foi bem exaustivo, cansativo, mas foi o suficiente pra que eu quisesse mais uma vez estar na aula de corpo e alma.
Chegou a hora da aula, e eu ainda estava saindo da aula anterior do curso técnico em ator, fui então para a sala de aula. Digo:
- Meu Deus, cadê meu lençol?
Percebi que meu lençol estava na minha mochila, mas como eu tinha muita coisa, ele acabou ficando esquecido e logo depois peguei. Formamos a roda, e quem ainda não tinha ido, ia falar sobre a história da sua vida e ia relatar todos os fatos e acontecimentos de sua árvore genealógica. Deixei todos os meus colegas irem na minha frente, justamente por que a minha história ia causar comoção, e ia deixar o emocional dos meus colegas abalado.
Depois do meu amigo Marcelo Andrade, levantei-me e ocupei o "picadeiro". Abri meu lençol, e pedi pra sentar ( por que sabia que se ficasse em pé, não ia dar conta e ia chorar mais ainda! ). Comecei a falar sobre a família do meu pai, que me transmite tristeza e é representada por uma árvore de manga, por isso o caule ser tão duro e grosso, representando a dureza da família do meu pai.
Logo após comecei falando da minha família querida, que é a família da minha mãe. Falei sobre meus bisavós, mas não os conheci e nem ouvi falar sobre os mesmos. Depois vim falar dos meus avós. Falei do meu avô Adão, que também não conheci, e logo após falei sobre a minha avó Amélia, que era a mulher de verdade. era mulher de verdade por sabia ter humildade e generosidade na medida certa, sabia ser mãe da melhor forma possível, e tivera 23 filhos, mas morrera 10 e soube criar os outros 13 de forma impecável. Escolhi um poema para homenagea-la: 

“A morte é indolor.
O que dói nela é o nada que a vida faz do amor.
Sopro a flauta encantada e não dá nenhum som.
Levo uma pena leve de não ter sido bom.
E no coração, neve.”

Ou seja, ela pode ter ido para o andar superior, olhar e rezar por todos nós, mas sempre será lembrada por mim e por todos nós. Falei sobre todos os meus tios, cada um, todas as suas peculiaridas e todas as suas ausências. Cheguei em um ponto sentimental, que é falar sobre meu tio Aluizio. Meu tio contraiu AIDS quando era mais jovem, e entrou em depressão por conta doença e começo a beber muito, até que contraiu cirrose. Meu tio faleceu, mas deixou muitas marcas de amor na minha vida e no meu modo de ver as coisas. 



Outro tio importante que marca minha vida é um anjo iluminado chamado Euclides Junior. Anjo esse onde encontrei a minha figura paterna, e que não deixa eu cair jamais. Meu tio é um doce, um pai, um irmão e muito meu amigo. Ele me dá forças até onde eu não existo. Ou seja, ele é o meu grande protetor, no que diz respeito à minha vida profissional. Enfim, falei sobre a minha mãe. Minha mãe chama-se Rosa e é um exemplo de flor, que exala seu perfume por onde passa e também exala seus espinhos a quem a maltrata. Minha mãe, mesmo quando eu não mereço, me acalma nas horas certas, me dá sustento, me dá amor e me encaminha para todos os lugares que necessito de proteção. Minha mãe teve dois filhos: Deyson, que tem 31 anos, que tem um filho, o Deyson Junior, e onde eu nasci no mesmo dia do seu aniversário e a outra que é a minha irmã Ana Paula. Minha irmã é um anjo de doçura, onde tento trata-la como eu queria ser tratado: tendo um pai, com amor, carinho e tendo atenção.
Enfim, minha vida causou muita comoção aos demais colegas e me trouxe muita vontade de ajudar, muito mais do que receber atenção

quinta-feira, 15 de março de 2012

Gênese.

 
"Ah! Se o mundo inteiro me pudesse ouvir. Tenho muito pra contar, dizer que aprendi."

Minha vida é regida por essa única frase, para demonstrar tudo que aprendi, e ainda tudo o que vou aprender. Na realidade, minha narrativa começa desde o dia que vi um dos trabalhos da Pro. Wlad, que se chamava "PRC5" e, me encantei por seu trabalho e por seu jeito meigo de ver as coisas. Com isso, minha admiração começou a crescer, até que tive a oportunidade de ser seu aluno, no ano passado, e esse ano no curso superior.
Meu dia foi bem tenso, por que queria que chegasse logo o horário da aula da Wlad. Contudo, o dia demorou a passar, e a ansiedade a aumentar, mas jurei pra mim mesmo que não ia chorar, mesmo que o meu emocional sofresse impacto, com o que eu ia falar. A aula, como se praxe, começou com a grande roda, parecendo um lindo picadeiro, onde o palhaço da vez tinha por mérito fazer o outro rir, ou não, poderia, também, fazer o outro chorar.
Tivemos que montar duplas, encarando o outro e tentando estabelecer o jogo com o mesmo, afim de conhecermos mais a vida do nosso colega. A minha dupla seria o Leonardo Moraes, mas o Marcelo Andrade veio mais rápido, e me convidou para ser a sua dupla. Nos unimos, e tínhamos que conversar sobre a nossa árvore genealógica, enfatizando os pequenos detalhes e relembrando histórias que lembrassem a nossa infância, nossa família e as nossas vivências. Após isso, o jogo consistia em cada um falar sobre a sua árvore genealógica para o grupo todo, expondo características e enfatizando situações inevitadas. Uma das histórias me emocionou muito, por conta da semelhança existente entre as duas, a minha e da pessoa que estava expondo a sua vida. Na verdade, quando a Laura Vasconcelos foi falar do tio dela, que mesmo estando enfermo, deu forças pra ela fazer teatro, deparei-me com o meu tio-pai que me dá forças até hoje, e chegou a ficar doente, no dia mais feliz da minha vida, que foi no dia do resultado do Vestibular.
Conclusão, temos que montar, dentro de um lençol, a nossa árvore genealógica, e expor para todos, enfatizando os detalhes. E, também, temos que apresentar, eu e minha dupla, um seminário sobre um texto escolhido.

"Venho lembrar que a família é o esteio de toda uma base sólida e que nos ergue nos momentos mais tensos."