29/ Outubro -
Foi o dia de apresentar minha cena!
Fiquei meio sem graça, pois minha cena não foi editada e ainda por cima, tava muito escura. Mas vamos lá.. Vou apresentar do mesmo jeito, pois foi feita ontem e necessito apresentar ainda hoje.
A primeira cena apresentada foi da Gláucia Pinto.. E que bela cena. O trabalho dela me encanta, pois o seu desenvolvimento é diário e me motiva a cada dia. Uma cena muito boa, pensada em todos os detalhes! Depois veio a cena do Lacerda, que nos mostrou as técnicas e os efeitos que podem ser apresentados de forma simples, porém completa do seu trabalho em cena.
Chegou a hora da minha cena!
Apreeensão, mas feliz com o resultado, pois as pessoas aprovaram e gostaram.
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
O GRANDE DIA!
28/ Outubro -Domingo.
Um dia especial.
Acordei um pouco nervoso, pelo fato de hoje ser um dia memorável. Logo lembrei que teria pessoas especiais ao meu lado, o que de fato já me ajudava e muito. Fiquei preocupado com os minimos detalhes, que acabei esquecendo o texto, mas tentei me tranquilizar: hoje seria o dia da minha cena, o tão esperado dia.
Liguei.. Liguei.. Marquei. Avisei todos os meus amigos que eu achava que deveria estar ali ao meu lado naquele momento, e INTIMEI o meu tio-pai a comparecer. Ele deixou de sair com os amigos dele, só pra não ir porre me assistir. Marquei com meus amigos e amigas, e cheguei na casa do meu amigo Cristiano Sousa.
A recepção que tive na casa dele, como sempre, foi maravilhosa. Sentei, tomei água, conversei, tirei meu estresse da rua. Esperei minha amiga Diana Flexa chegar pra ajudar no meu Make-Up e minha amiga Bárbara Viana, linda, me trazer um penhoar para combinar com minha cena. Marquei as 19h, em ponto, digo.. EM PONTO! Quando deu por volta de 18h30min meu Pai-Tio chega, todo sorrindo e alegre, feito um pássaro a voar para um ninho conhecido, onde se empolgasse com a situação na qual estava. Ele não pode entrar por conta dos últimos preparativos de cena. Logo após chegou meu namorado, que estava ansioso por me ver pela primeira vez em cena. Depois chegou Letícia Borges e Bárbara Viana, a irmã da Diana, E Ramsés Louchard!
Pronto. A cena estava posta! Luz, câmera, ação.. Vou começar.
"A festa já vai começar? Sejam todos bem-vindos!"
Simplesmente, DIVINO.
Ao final da cena, vi os olhinhos de todos ali presentes, pois de alguma forma eles me tocavam de uma tal maneira, assim como eu os tocava também. Sempre tive vontade de fazer uma coisa: dedicar minha cena ao homem mais importante de minha vida: meu tio-pai. E disse: dedico essa cena ao homem que mais me motiva a correr atrás dos meus sonhos, você, meu tio-pai. E ele ficou todo bobo.
Algumas coisas de errado aconteceram, mas nenhuma delas fez com que o encanto da noite fosse deixado pra trás!
Um dia especial.
Acordei um pouco nervoso, pelo fato de hoje ser um dia memorável. Logo lembrei que teria pessoas especiais ao meu lado, o que de fato já me ajudava e muito. Fiquei preocupado com os minimos detalhes, que acabei esquecendo o texto, mas tentei me tranquilizar: hoje seria o dia da minha cena, o tão esperado dia.
Liguei.. Liguei.. Marquei. Avisei todos os meus amigos que eu achava que deveria estar ali ao meu lado naquele momento, e INTIMEI o meu tio-pai a comparecer. Ele deixou de sair com os amigos dele, só pra não ir porre me assistir. Marquei com meus amigos e amigas, e cheguei na casa do meu amigo Cristiano Sousa.
A recepção que tive na casa dele, como sempre, foi maravilhosa. Sentei, tomei água, conversei, tirei meu estresse da rua. Esperei minha amiga Diana Flexa chegar pra ajudar no meu Make-Up e minha amiga Bárbara Viana, linda, me trazer um penhoar para combinar com minha cena. Marquei as 19h, em ponto, digo.. EM PONTO! Quando deu por volta de 18h30min meu Pai-Tio chega, todo sorrindo e alegre, feito um pássaro a voar para um ninho conhecido, onde se empolgasse com a situação na qual estava. Ele não pode entrar por conta dos últimos preparativos de cena. Logo após chegou meu namorado, que estava ansioso por me ver pela primeira vez em cena. Depois chegou Letícia Borges e Bárbara Viana, a irmã da Diana, E Ramsés Louchard!
Pronto. A cena estava posta! Luz, câmera, ação.. Vou começar.
"A festa já vai começar? Sejam todos bem-vindos!"
Simplesmente, DIVINO.
Ao final da cena, vi os olhinhos de todos ali presentes, pois de alguma forma eles me tocavam de uma tal maneira, assim como eu os tocava também. Sempre tive vontade de fazer uma coisa: dedicar minha cena ao homem mais importante de minha vida: meu tio-pai. E disse: dedico essa cena ao homem que mais me motiva a correr atrás dos meus sonhos, você, meu tio-pai. E ele ficou todo bobo.
Algumas coisas de errado aconteceram, mas nenhuma delas fez com que o encanto da noite fosse deixado pra trás!
Mostra do local da Cena!
22/ Outubro -
Fui tocado por palavras diretas. Antes mesmo da aula, ao perguntar sobre o trabalho para a Wlad, ela me questionou sobre o fato do que estou achando do curso, e disse-lhe que tenho alguns 'preconceitos' e que algumas coisas me chateiam. Ela disse que eu estava distante da turma, e que era pra eu reavaliar minha postura sobre essa minha relação com a turma, senão acabaria por me prejudicar. Enfim.. Fui pra sala, meio nostálgico.
A aula de hoje tinha como proposta mostrar o video com o local da nossa cena. Todos mostraram seus videos, na verdade, todos que não tinham apresentado seu video no sabado, o que foi o meu caso. Os videos, em si, apresentavam mais os locais de suas próprias residências. Mas o meu video não ia ser gravado na minha casa, e sim na casa do meu melhor amigo, o que representava muito a minha relação entre amigos e familia.
O meu trabalho cênico vai ser apresentado na casa do meu amigo Cristiano Sousa, que me ajudou muito e vem me ajudando em tudo, é um grande amigo-irmão. E nada mais justo do que fazer o video na casa dele.
Fui tocado por palavras diretas. Antes mesmo da aula, ao perguntar sobre o trabalho para a Wlad, ela me questionou sobre o fato do que estou achando do curso, e disse-lhe que tenho alguns 'preconceitos' e que algumas coisas me chateiam. Ela disse que eu estava distante da turma, e que era pra eu reavaliar minha postura sobre essa minha relação com a turma, senão acabaria por me prejudicar. Enfim.. Fui pra sala, meio nostálgico.
A aula de hoje tinha como proposta mostrar o video com o local da nossa cena. Todos mostraram seus videos, na verdade, todos que não tinham apresentado seu video no sabado, o que foi o meu caso. Os videos, em si, apresentavam mais os locais de suas próprias residências. Mas o meu video não ia ser gravado na minha casa, e sim na casa do meu melhor amigo, o que representava muito a minha relação entre amigos e familia.
O meu trabalho cênico vai ser apresentado na casa do meu amigo Cristiano Sousa, que me ajudou muito e vem me ajudando em tudo, é um grande amigo-irmão. E nada mais justo do que fazer o video na casa dele.
As trocas.
01/ Outubro -
Depois de algum tempo parado, voltamos à nossa vida. A aula de hoje começou com dois seminários, um apresentado por Marcus e outro apresentado por Aline, fechando o ciclo de seminários que ainda tinham que serem apresentados.
O melhor da aula veio depois, quando conversamos sobre a finalização de nossa disciplina.
O resultado final seria uma cena, chamada de 'segredo de família', onde tínhamos que encenar algum fato de nossa vida que marcou muito a nossa família, e utilizar o lençol na cena. Porém, com os ajustes, com as faltas e com os atrasos, a Wlad percebeu que o trabalho ainda estava 'capenga' e partiu para o plano B, onde se tinha duas opções: realizar o trabalho do lençol de forma mais limpa e precisa, ou formular um personagem que nós quisessemos fazer e não tivemos oportunidade e essa foi a escolhida.
As ideias surgindo, os votos sendo postos em prática e a cena da Raimunda com a Gabriela, como elas já tinham feito, iria ficar como sendo a avaliação delas.
Depois de algum tempo parado, voltamos à nossa vida. A aula de hoje começou com dois seminários, um apresentado por Marcus e outro apresentado por Aline, fechando o ciclo de seminários que ainda tinham que serem apresentados.
O melhor da aula veio depois, quando conversamos sobre a finalização de nossa disciplina.
O resultado final seria uma cena, chamada de 'segredo de família', onde tínhamos que encenar algum fato de nossa vida que marcou muito a nossa família, e utilizar o lençol na cena. Porém, com os ajustes, com as faltas e com os atrasos, a Wlad percebeu que o trabalho ainda estava 'capenga' e partiu para o plano B, onde se tinha duas opções: realizar o trabalho do lençol de forma mais limpa e precisa, ou formular um personagem que nós quisessemos fazer e não tivemos oportunidade e essa foi a escolhida.
As ideias surgindo, os votos sendo postos em prática e a cena da Raimunda com a Gabriela, como elas já tinham feito, iria ficar como sendo a avaliação delas.
O Dia de Volta!
24/ Setembro -
A vida é feita de sonhos. Nossos sonhos deixaram de ser pensados quando houve a greve, ou melhor, deixaram de ser executados.
A greve terminou e tivemos que retornar às nossas atividades normais. Porém, a volta foi um tanto quanto 'tensa', pois tínhamos que fazer tudo ao mesmo tempo, realizar tarefas no tempo mais ágil possível e reavaliar situações dentro do curso. A Wlad nos recepcionou com um questionário sobre a disciplina, o andamento da mesma e a realização desta. Alguns pontos foram esseências para mostrar, sejam eles positivos ou negativos, mas teve vários pontos que expus.
Enfim, foi uma aula cheia de conversas sobre a realização e andamento do curso. Além de ter que trazer uma nova proposta de trabalho cênico.
A vida é feita de sonhos. Nossos sonhos deixaram de ser pensados quando houve a greve, ou melhor, deixaram de ser executados.
A greve terminou e tivemos que retornar às nossas atividades normais. Porém, a volta foi um tanto quanto 'tensa', pois tínhamos que fazer tudo ao mesmo tempo, realizar tarefas no tempo mais ágil possível e reavaliar situações dentro do curso. A Wlad nos recepcionou com um questionário sobre a disciplina, o andamento da mesma e a realização desta. Alguns pontos foram esseências para mostrar, sejam eles positivos ou negativos, mas teve vários pontos que expus.
Enfim, foi uma aula cheia de conversas sobre a realização e andamento do curso. Além de ter que trazer uma nova proposta de trabalho cênico.
terça-feira, 24 de abril de 2012
Alguns partos, algumas entregas felizes da vida!
"Contei meus anos e descobri
Que terei menos tempo para viver do que já tive até agora....
Tenho muito mais passado do que futuro...
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de jabuticabas...
As primeiras, ele chupou displicentemente..............
Mas, percebendo que faltam poucas, rói o caroço...
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades...
Inquieto-me com os invejosos tentando destruir quem eles admiram.
Cobiçando seus lugares, talento e sorte.....
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas
As pessoas não debatem conteúdo, apenas rótulos...
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos...
Quero a essência.... Minha alma tem pressa....
Sem muitas jabuticabas na bacia
Quero viver ao lado de gente humana...muito humana...
Que não foge de sua mortalidade.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade... " (Rubem Alves)
• Devemos "JORRAR O TEMPO" - frase marcada na aula do dia 23/04/2012, isso sim é uma trajetória do ser.
A aula do dia 23/04 foi bastante intensa. Foi intensa por que começou com um pequeno debate sobre os artifícios do teatro, e suas múltiplas escolhas. Depois intensificou-se, por que íamos dá sequencia ao "nosso parto", onde todos teriam que simular a cena do seu nascimento, seja gerado, seja entregue.
O processo foi gradativo, porém cheio de contornos sentimentais e humano. Quando se inicia, temos uma grande surpresa: Glaucia, que veio nos revelar como era a relação de sua mãe com seu pai, o que motivou seu distanciamento com o mesmo. Após ela, veio uma coisa bem magnífica ao meu ver, veio Melk trazendo toda a sua cena. Em um primeiro momento, pensei:
- Pow, lá vem o Melk fazendo palhaçada, por que ele só nos faz rir!
Mas, ao contrário do que pensara, ele trouxe uma estética linda, admirável e sólida. Ele nos contou a história da vida dele, que vale a pena frisar alguns pontos, como:
•
Que terei menos tempo para viver do que já tive até agora....
Tenho muito mais passado do que futuro...
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de jabuticabas...
As primeiras, ele chupou displicentemente..............
Mas, percebendo que faltam poucas, rói o caroço...
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades...
Inquieto-me com os invejosos tentando destruir quem eles admiram.
Cobiçando seus lugares, talento e sorte.....
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas
As pessoas não debatem conteúdo, apenas rótulos...
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos...
Quero a essência.... Minha alma tem pressa....
Sem muitas jabuticabas na bacia
Quero viver ao lado de gente humana...muito humana...
Que não foge de sua mortalidade.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade... " (Rubem Alves)
• Devemos "JORRAR O TEMPO" - frase marcada na aula do dia 23/04/2012, isso sim é uma trajetória do ser.
A aula do dia 23/04 foi bastante intensa. Foi intensa por que começou com um pequeno debate sobre os artifícios do teatro, e suas múltiplas escolhas. Depois intensificou-se, por que íamos dá sequencia ao "nosso parto", onde todos teriam que simular a cena do seu nascimento, seja gerado, seja entregue.
O processo foi gradativo, porém cheio de contornos sentimentais e humano. Quando se inicia, temos uma grande surpresa: Glaucia, que veio nos revelar como era a relação de sua mãe com seu pai, o que motivou seu distanciamento com o mesmo. Após ela, veio uma coisa bem magnífica ao meu ver, veio Melk trazendo toda a sua cena. Em um primeiro momento, pensei:
- Pow, lá vem o Melk fazendo palhaçada, por que ele só nos faz rir!
Mas, ao contrário do que pensara, ele trouxe uma estética linda, admirável e sólida. Ele nos contou a história da vida dele, que vale a pena frisar alguns pontos, como:
•
O meu, o seu Manoel! Sua noite.
Na vida tudo gira em torno de um propósito, ou seja, devemos correr atrás das coisas que queremos e lutarmos que seja realidade de forma íntegra ou não. A vida, as emoções, os trabalhos.. Todos necessitam de um tempo, de uma paciência, de um limite e uma determinação para estudar sobre aquilo. Quando construí o meu "Mito" em uma outra disciplina, enveredei por outras vertentes, afim de que me fosse mais fácil, mas esqueci de um homem que é essencial para o entendimento do mito, chamado Joseph Campbell.
O seminário desta semana inicia-se com este homem, que foi representado por Fabrício e que nos revelou um pouco sobre esse ambiente individual dele. Mais interessante saber é que foi este antropólogo que conceituou o termo "Monomito", que faz referência ao conceito de jornada, presente em todos a fase cíclica dos mitos.
O fato negativo ao trabalho do Fabrício foi o fato da forma falada ser apresentada de forma ágil, e de difícil entendimento, no início, mas que depois foi apresentado de forma limpa; e o uso dos termos coloquias, gírias. Junto com o Fabrício estava a Fernanda, que também apresentou seu trabalho, mas de forma distante do trabalho da sua dupla, o que, ao meu ver, fugiu do comando proposto. O problema não é fugir do comando proposto e, sim, não estudar o assunto da sua dupla, pra que os dois saibam o tema apresentado. A Fernanda nos trouxe "Oscar Niemeyer", que é um ícone na história brasileira e que contribuiu grandiosamente na arquitetura nacional. É bom falar sobre esse ícone, pois transmite sensação de orgulho e prazer, por saber que a nossa história é rica em significados e signos. O fato negativo neste trabalho foi o uso do projetor sem informação, onde se tinham muitos números, pouca informação e a Fernanda apresentando o trabalho com o papel na mão. Para quê serviu o projetor? (minha dúvida! Pessoal.)
"É preciso trans-ver o mundo!" - Já diria Manoel de Barros, e é através dele que vamos falar.
Opa, quando me refiro à nós, é por que me sinto parte integrante deste maravilhoso trabalho apresentado por Gabriela Mendonça e Raimunda, que foi uma grata surpresa nesta noite.
O trabalho, como de praxe, começou com um jogo cênico que determinava muito o sujeito "Manoel de Barros"; ousado, simples, requintado, absurdo e mágico no que fazia. Foi "apresentado ao mundo" por Millô Fernandes, sendo um referencial quando se tratava de poemas e poesias, contada através de histórias de sua infância, pois a impressão que se tem é que a vida dele se resumiu à sua infância, que é longa demais para ser vivida de maneira passageira.
Gabriela Mendonça, como sempre, inovou em sua apresentação, trazendo confiança e vontade no trabalho apresentado, mas a minha grata surpresa foi ver o desenvolvimento da Raimunda, que precisou estudar para que o trabalho ficasse impecável, e ficou. Gostei do trabalho em si, e os meus elogios são grandes para elas, que confiaram uma na outra, e realizaram o trabalho de forma gratificante para quem o vê.
Mais um vez vez tive a certeza, de que:
"Quando o desconhecido é apresentado, logo este deixará de ser desconhecido!" - Wlad Lima.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
O Esteio de Tudo.
Família.
Família...
Todos temos,
Dela viemos.
Nela nascemos...
Então crescemos.
Para uns,
a família é só o pai,
para outros, só a mãe,
muitos só têm o avô...
Mas é família:
sinônimo de calor!
Tem família
que é completa,
repleta,
discreta,
seleta,
aberta...
Família...
Todos temos,
Dela viemos.
Nela nascemos...
Então crescemos.
Para uns,
a família é só o pai,
para outros, só a mãe,
muitos só têm o avô...
Mas é família:
sinônimo de calor!
Tem família
que é completa,
repleta,
discreta,
seleta,
aberta...
Mas tem família
complicada,
indelicada,
desajustada,
desacertada,
debilitada..
complicada,
indelicada,
desajustada,
desacertada,
debilitada..
Enfim, a família é a base e o sustento de tudo, ou quase tudo. Quando se fala da Disciplina "TRAJETÓRIAS DO SER" não podemos deixar de citar a família, até por que a disciplina mexe com nossos sentimentos e a família nos dar sustento, assim como toca fundo nos nossos sentimentos mais ocultos.
A aula inicia com a defesa dos trabalhos em dupla. Começamos com Elise e Brenda, que falaram sobre Manuel Bandeira, defendendo um texto deste autor. Foi bem intenso e apaixonante, por que começamos a ter uma identificação com a história daquele poema, que traz uma semelhança com o poema lido e a nossa vivência pessoal. Após a dupla Elise e Brenda, vieram Andreza e Alan que trouxeram um pouco da vivência de Rámon Stergman e Biork, um poeta e uma cantora. Falar de Rámon requer certo cuidado, amor e atenção, pois ele foi um ícone para a dramaturgia paraense, e um grande mestre do teatro, das artes e da vida. Acredito que Andreza não soube diferenciar a parte emocional da explicativa, pois ela demonstrou mais o seu amor pelo ídolo do que a explicação sobre o mesmo. O Alan já conseguiu mesclar essa ideia de amor e explicação trazendo "Biork à cena", pessoa que desconhecia. O fato dele trazer uma cantora fugiu um pouco do esperado, mas fez com que o interesse geral fosse logo alarmado e a curiosidade de querer saber quem era foi maior. E logo abriu o debate para a turma, que optou por suas ideias, e esclareceu todos os embates. Mas temos que ter cuidado sobre o que falamos e na forma que falamos, para não nos expressarmos de forma equivocada, e acabar magoando o próximo por algo ínfimo.
Segunda parte da aula inicia. Temos agora uma ambiência dupla: o calor da espera e o ansiedade de saber o que vai acontecer. Estabeleceu-se um jogo: a cosmologia familiar. O jogo consistia em um roteiro de ações, que a vítima foi o Marcelo Andrade. Ele teve a missão de escolher, dentro da sala, todas as pessoas que poderiam representar seu ambiente familiar, sua mãe, seu pai, tio, primos, etc.
Após a escolha, ele teve que alinhar todos esses seus parentes da forma real que eles encontravam-se perante à realidade, a forma que ele via os familiares dentro de sua casa. Depois, os atores-personagens tinham que se movimentar, demonstrando uma nova realidade a ser seguida, a forma ideal que eles queriam que fosse, esquecendo aquela imagem antes mostrada. Cada um foi para o seu lugar ideal, e Marcelo assume a postura dele mesmo, fazendo os ajustes finais, de como seria, de fato, a sua família e de como ele queria que fosse.
Choro, emoção, abraços e apertos motivaram a aula de hoje, que nos trouxe a missão de cuidar mais dos nosso familiares e olharmos para dentro de nós mesmos e aderir ao amor próprio, que enaltece o nosso interior e faz com que seja visível aos demais. O jogo serviu para que cada um de nós tenha consciência dos erros e dos acertos, e de como um gesto pode mudar tudo.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Nascer ou nascer?!
Os meus poemas
São dores
Paridas
No silêncio
Das palavras
Que arranco
Que arranco
Do ventre!
Quando olho para o lado e vejo que tudo o que quero estar ao meu lado, meu mundo fica mais tranquilo, meu coração fica mais feliz e eu fico mais leve.
Começou no dia 09/JUNHO/1992, em uma tarde chuvosa, quando minha mãe resolveu fazer um mingau para minha avó Amélia. Sentiu fortes dores, mas conteve sua emoção por que sabia que no dia seguinte seria aniversário do seu filho, Deyson.
Chegara dia 10/JUNHO/1992, dia do aniversário do meu irmão Deyson da Silva, que completara 13 anos neste dia. Arrumações, corre-corre, festejos, comidas e várias coisas que caracterizam um aniversário. Minha mãe resolveu ir ao supermercado, mas esqueceu que estava com 09 meses de gravidez, grávida de mim, mas foi assim mesmo. Chegando ao supermercado sentiu que sua bolsa estourara, por que estava molhada e logo correu para porta do mesmo, mas ao chegar na porta percebeu que estava chovendo forte e que não aguentava mais de tanta dor. Quando a chuva cessou saiu o mais rápido para sua casa, que era bem próxima. Chegou rapidamente e avisou sua mãe, minha avó Amélia. Chegaram na casa, que era situada na Avenida Duque de Caxias, e logo chamaram um táxi e partiram rumo ao Hospital Santa Cecília. Chegando lá, notaram que tinham várias mulheres em trabalho de parto, mas como a situação da minha mãe era bem avançada, atenderam logo ela. Minha mãe era determinada, e dizia: - Vou ter parto normal!, e foi. Quando foi as 13:55min nasce Rogério Jacenir, eu.
Meu pai soube da notícia de minha chegada, quando estava em um bar, e logo correu até o hospital para me ver. Como sabia que não podia entrar, ele entrou escondido só pra me ver. Depois de dois dias, voltei para casa e minha avó me recepcionou em seus braços de mãe, avó. Na verdade, aquela mulher sabia como ninguém me mimar, e me tratar como um único filho.
Bom, esse foi meu parto. Mesmo não vindo na aula proposta, tentei desenhar meu parto.
"A história da vida é buscar soluções até mesmo onde não tem."
sexta-feira, 30 de março de 2012
Emoção.
Meu dia começou bem tenso! Ligação, tensão, choro, tristeza e algumas lembranças... Tive a notícia que minha matrícula no Curso de Licenciatura em Teatro, da Universidade Federal do Pará, havia sido cancelada por erro de documentação; concorri como cotista, mas estudei o 1º ano em colégio particular. Liguei para o tio-pai em prantos, e ele soube como me acalmar!
Na aula da Wlad, busquei meu refúgio e um consolo nos braços dos meus amigos mais próximos e até aqueles na qual não mantinha contato. Tive que apresentar meu seminário, junto com o meu amigo Marcelo Andrade, que tratava-se de um texto de Lya Luft, chamado "O Internato", do seu livro "O Silêncio dos Amantes".
Antes da nossa apresentação, teve a exposição dos trabalhos de Caled Garcês e Melke Zedeck, que falaram de uma escritora nova-iorquina, que escreveu vários poemas, e eles trouxeram um desses poemas, no qual retratava um pouco de sua vida pessoal. Acredito que o trabalhado dos meninos foi muito bem desenvolvido, e teve uma conclusão plausível no que diz respeito a disciplina, ou seja, teve uma ligação entre o trabalho apresentado e a tese da aula.
Meu trabalhou começou com a apresentação da escritora Lya Luft, onde mostramos sua biografia, sua história e vida e debatemos sobre alguns poucos casos, que relacionamos a vida da Lya com a nossa vivência pessoal. Depois, meu amigo Marcelo, falou sobre as obras de Frida Kalo e sua relação com a disciplina, o que causou dinamismo com os colegas de sala e a professora.
Acredito que o seminário serviu para "abrir" a mentalidade de algumas pessoas em relação ao teatro, assim como ajudou a formular ideias pensadas, e ideias exercidas sobre um pensar; e que causara vontade de aprender, e correr atrás daquilo que não sabíamos. Abrimos um espaço para debates, onde todos colocaram sua posição perante ao debate.
Finalizou, por que eu teria que ir embora, a minha apresentação e a Prof. Wlad dividiu com a turma a minha situação perante a Ufpa, e todos uniram forças, junto comigo, pra continuar lutando. Quando ia embora, fui recepcionado com uma salva de palmas.
- Chorei! Foi lindo, foi algo admirável e mágico.
Acredito que o seminário serviu para "abrir" a mentalidade de algumas pessoas em relação ao teatro, assim como ajudou a formular ideias pensadas, e ideias exercidas sobre um pensar; e que causara vontade de aprender, e correr atrás daquilo que não sabíamos. Abrimos um espaço para debates, onde todos colocaram sua posição perante ao debate.
Finalizou, por que eu teria que ir embora, a minha apresentação e a Prof. Wlad dividiu com a turma a minha situação perante a Ufpa, e todos uniram forças, junto comigo, pra continuar lutando. Quando ia embora, fui recepcionado com uma salva de palmas.
- Chorei! Foi lindo, foi algo admirável e mágico.
sexta-feira, 23 de março de 2012
Minha árvore é uma roseira = rosa + mangueira.
O dia
começou tenso! Na verdade, eu estava muito mais preocupado com o seminário que
eu ia apresentar junto com a minha dupla, do que com o dia em si. Meu dia foi
bem exaustivo, cansativo, mas foi o suficiente pra que eu quisesse mais
uma vez estar na aula de corpo e alma.
Chegou a
hora da aula, e eu ainda estava saindo da aula anterior do curso técnico em
ator, fui então para a sala de aula. Digo:
- Meu
Deus, cadê meu lençol?
Percebi
que meu lençol estava na minha mochila, mas como eu tinha muita coisa, ele
acabou ficando esquecido e logo depois peguei. Formamos a roda, e quem ainda
não tinha ido, ia falar sobre a história da sua vida e ia relatar todos os
fatos e acontecimentos de sua árvore genealógica. Deixei todos os meus colegas
irem na minha frente, justamente por que a minha história ia causar comoção, e
ia deixar o emocional dos meus colegas abalado.
Depois do
meu amigo Marcelo Andrade, levantei-me e ocupei o "picadeiro". Abri
meu lençol, e pedi pra sentar ( por que sabia que se ficasse em pé, não ia dar
conta e ia chorar mais ainda! ). Comecei a falar sobre a família do meu pai,
que me transmite tristeza e é representada por uma árvore de manga, por isso o
caule ser tão duro e grosso, representando a dureza da família do meu pai.
Logo após
comecei falando da minha família querida, que é a família da minha mãe. Falei
sobre meus bisavós, mas não os conheci e nem ouvi falar sobre os mesmos. Depois
vim falar dos meus avós. Falei do meu avô Adão, que também não conheci, e logo
após falei sobre a minha avó Amélia, que era a mulher de verdade. era mulher de
verdade por sabia ter humildade e generosidade na medida certa, sabia ser mãe
da melhor forma possível, e tivera 23 filhos, mas morrera 10 e soube criar os
outros 13 de forma impecável. Escolhi um poema para homenagea-la:
“A morte é indolor.
O que dói nela é o nada que a vida faz do amor.
Sopro a flauta encantada e não dá nenhum som.
Levo uma pena leve de não ter sido bom.
E no coração, neve.”
O que dói nela é o nada que a vida faz do amor.
Sopro a flauta encantada e não dá nenhum som.
Levo uma pena leve de não ter sido bom.
E no coração, neve.”
Ou seja,
ela pode ter ido para o andar superior, olhar e rezar por todos nós, mas sempre
será lembrada por mim e por todos nós. Falei sobre todos os meus tios, cada um,
todas as suas peculiaridas e todas as suas ausências. Cheguei em um ponto
sentimental, que é falar sobre meu tio Aluizio. Meu tio contraiu AIDS quando
era mais jovem, e entrou em depressão por conta doença e começo a beber muito,
até que contraiu cirrose. Meu tio faleceu, mas deixou muitas marcas de amor na
minha vida e no meu modo de ver as coisas.
Outro tio
importante que marca minha vida é um anjo iluminado chamado Euclides Junior.
Anjo esse onde encontrei a minha figura paterna, e que não deixa eu cair
jamais. Meu tio é um doce, um pai, um irmão e muito meu amigo. Ele me dá forças
até onde eu não existo. Ou seja, ele é o meu grande protetor, no que diz
respeito à minha vida profissional. Enfim, falei sobre a minha mãe. Minha mãe
chama-se Rosa e é um exemplo de flor, que exala seu perfume por onde passa e
também exala seus espinhos a quem a maltrata. Minha mãe, mesmo quando eu não
mereço, me acalma nas horas certas, me dá sustento, me dá amor e me encaminha
para todos os lugares que necessito de proteção. Minha mãe teve dois filhos:
Deyson, que tem 31 anos, que tem um filho, o Deyson Junior, e onde eu nasci no
mesmo dia do seu aniversário e a outra que é a minha irmã Ana Paula. Minha irmã
é um anjo de doçura, onde tento trata-la como eu queria ser tratado: tendo um
pai, com amor, carinho e tendo atenção.
Enfim, minha vida causou muita comoção aos
demais colegas e me trouxe muita vontade de ajudar, muito mais do que receber
atenção
quinta-feira, 15 de março de 2012
Gênese.
"Ah! Se o mundo inteiro me pudesse ouvir. Tenho muito pra contar, dizer que aprendi."
Minha vida é regida por essa única frase, para demonstrar tudo que aprendi, e ainda tudo o que vou aprender. Na realidade, minha narrativa começa desde o dia que vi um dos trabalhos da Pro. Wlad, que se chamava "PRC5" e, me encantei por seu trabalho e por seu jeito meigo de ver as coisas. Com isso, minha admiração começou a crescer, até que tive a oportunidade de ser seu aluno, no ano passado, e esse ano no curso superior.
Meu dia foi bem tenso, por que queria que chegasse logo o horário da aula da Wlad. Contudo, o dia demorou a passar, e a ansiedade a aumentar, mas jurei pra mim mesmo que não ia chorar, mesmo que o meu emocional sofresse impacto, com o que eu ia falar. A aula, como se praxe, começou com a grande roda, parecendo um lindo picadeiro, onde o palhaço da vez tinha por mérito fazer o outro rir, ou não, poderia, também, fazer o outro chorar.
Tivemos que montar duplas, encarando o outro e tentando estabelecer o jogo com o mesmo, afim de conhecermos mais a vida do nosso colega. A minha dupla seria o Leonardo Moraes, mas o Marcelo Andrade veio mais rápido, e me convidou para ser a sua dupla. Nos unimos, e tínhamos que conversar sobre a nossa árvore genealógica, enfatizando os pequenos detalhes e relembrando histórias que lembrassem a nossa infância, nossa família e as nossas vivências. Após isso, o jogo consistia em cada um falar sobre a sua árvore genealógica para o grupo todo, expondo características e enfatizando situações inevitadas. Uma das histórias me emocionou muito, por conta da semelhança existente entre as duas, a minha e da pessoa que estava expondo a sua vida. Na verdade, quando a Laura Vasconcelos foi falar do tio dela, que mesmo estando enfermo, deu forças pra ela fazer teatro, deparei-me com o meu tio-pai que me dá forças até hoje, e chegou a ficar doente, no dia mais feliz da minha vida, que foi no dia do resultado do Vestibular.
Conclusão, temos que montar, dentro de um lençol, a nossa árvore genealógica, e expor para todos, enfatizando os detalhes. E, também, temos que apresentar, eu e minha dupla, um seminário sobre um texto escolhido.
"Venho lembrar que a família é o esteio de toda uma base sólida e que nos ergue nos momentos mais tensos."
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