"Contei meus anos e descobri
Que terei menos tempo para viver do que já tive até agora....
Tenho muito mais passado do que futuro...
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de jabuticabas...
As primeiras, ele chupou displicentemente..............
Mas, percebendo que faltam poucas, rói o caroço...
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades...
Inquieto-me com os invejosos tentando destruir quem eles admiram.
Cobiçando seus lugares, talento e sorte.....
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas
As pessoas não debatem conteúdo, apenas rótulos...
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos...
Quero a essência.... Minha alma tem pressa....
Sem muitas jabuticabas na bacia
Quero viver ao lado de gente humana...muito humana...
Que não foge de sua mortalidade.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade... " (Rubem Alves)
• Devemos "JORRAR O TEMPO" - frase marcada na aula do dia 23/04/2012, isso sim é uma trajetória do ser.
A aula do dia 23/04 foi bastante intensa. Foi intensa por que começou com um pequeno debate sobre os artifícios do teatro, e suas múltiplas escolhas. Depois intensificou-se, por que íamos dá sequencia ao "nosso parto", onde todos teriam que simular a cena do seu nascimento, seja gerado, seja entregue.
O processo foi gradativo, porém cheio de contornos sentimentais e humano. Quando se inicia, temos uma grande surpresa: Glaucia, que veio nos revelar como era a relação de sua mãe com seu pai, o que motivou seu distanciamento com o mesmo. Após ela, veio uma coisa bem magnífica ao meu ver, veio Melk trazendo toda a sua cena. Em um primeiro momento, pensei:
- Pow, lá vem o Melk fazendo palhaçada, por que ele só nos faz rir!
Mas, ao contrário do que pensara, ele trouxe uma estética linda, admirável e sólida. Ele nos contou a história da vida dele, que vale a pena frisar alguns pontos, como:
•
terça-feira, 24 de abril de 2012
O meu, o seu Manoel! Sua noite.
Na vida tudo gira em torno de um propósito, ou seja, devemos correr atrás das coisas que queremos e lutarmos que seja realidade de forma íntegra ou não. A vida, as emoções, os trabalhos.. Todos necessitam de um tempo, de uma paciência, de um limite e uma determinação para estudar sobre aquilo. Quando construí o meu "Mito" em uma outra disciplina, enveredei por outras vertentes, afim de que me fosse mais fácil, mas esqueci de um homem que é essencial para o entendimento do mito, chamado Joseph Campbell.
O seminário desta semana inicia-se com este homem, que foi representado por Fabrício e que nos revelou um pouco sobre esse ambiente individual dele. Mais interessante saber é que foi este antropólogo que conceituou o termo "Monomito", que faz referência ao conceito de jornada, presente em todos a fase cíclica dos mitos.
O fato negativo ao trabalho do Fabrício foi o fato da forma falada ser apresentada de forma ágil, e de difícil entendimento, no início, mas que depois foi apresentado de forma limpa; e o uso dos termos coloquias, gírias. Junto com o Fabrício estava a Fernanda, que também apresentou seu trabalho, mas de forma distante do trabalho da sua dupla, o que, ao meu ver, fugiu do comando proposto. O problema não é fugir do comando proposto e, sim, não estudar o assunto da sua dupla, pra que os dois saibam o tema apresentado. A Fernanda nos trouxe "Oscar Niemeyer", que é um ícone na história brasileira e que contribuiu grandiosamente na arquitetura nacional. É bom falar sobre esse ícone, pois transmite sensação de orgulho e prazer, por saber que a nossa história é rica em significados e signos. O fato negativo neste trabalho foi o uso do projetor sem informação, onde se tinham muitos números, pouca informação e a Fernanda apresentando o trabalho com o papel na mão. Para quê serviu o projetor? (minha dúvida! Pessoal.)
"É preciso trans-ver o mundo!" - Já diria Manoel de Barros, e é através dele que vamos falar.
Opa, quando me refiro à nós, é por que me sinto parte integrante deste maravilhoso trabalho apresentado por Gabriela Mendonça e Raimunda, que foi uma grata surpresa nesta noite.
O trabalho, como de praxe, começou com um jogo cênico que determinava muito o sujeito "Manoel de Barros"; ousado, simples, requintado, absurdo e mágico no que fazia. Foi "apresentado ao mundo" por Millô Fernandes, sendo um referencial quando se tratava de poemas e poesias, contada através de histórias de sua infância, pois a impressão que se tem é que a vida dele se resumiu à sua infância, que é longa demais para ser vivida de maneira passageira.
Gabriela Mendonça, como sempre, inovou em sua apresentação, trazendo confiança e vontade no trabalho apresentado, mas a minha grata surpresa foi ver o desenvolvimento da Raimunda, que precisou estudar para que o trabalho ficasse impecável, e ficou. Gostei do trabalho em si, e os meus elogios são grandes para elas, que confiaram uma na outra, e realizaram o trabalho de forma gratificante para quem o vê.
Mais um vez vez tive a certeza, de que:
"Quando o desconhecido é apresentado, logo este deixará de ser desconhecido!" - Wlad Lima.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
O Esteio de Tudo.
Família.
Família...
Todos temos,
Dela viemos.
Nela nascemos...
Então crescemos.
Para uns,
a família é só o pai,
para outros, só a mãe,
muitos só têm o avô...
Mas é família:
sinônimo de calor!
Tem família
que é completa,
repleta,
discreta,
seleta,
aberta...
Família...
Todos temos,
Dela viemos.
Nela nascemos...
Então crescemos.
Para uns,
a família é só o pai,
para outros, só a mãe,
muitos só têm o avô...
Mas é família:
sinônimo de calor!
Tem família
que é completa,
repleta,
discreta,
seleta,
aberta...
Mas tem família
complicada,
indelicada,
desajustada,
desacertada,
debilitada..
complicada,
indelicada,
desajustada,
desacertada,
debilitada..
Enfim, a família é a base e o sustento de tudo, ou quase tudo. Quando se fala da Disciplina "TRAJETÓRIAS DO SER" não podemos deixar de citar a família, até por que a disciplina mexe com nossos sentimentos e a família nos dar sustento, assim como toca fundo nos nossos sentimentos mais ocultos.
A aula inicia com a defesa dos trabalhos em dupla. Começamos com Elise e Brenda, que falaram sobre Manuel Bandeira, defendendo um texto deste autor. Foi bem intenso e apaixonante, por que começamos a ter uma identificação com a história daquele poema, que traz uma semelhança com o poema lido e a nossa vivência pessoal. Após a dupla Elise e Brenda, vieram Andreza e Alan que trouxeram um pouco da vivência de Rámon Stergman e Biork, um poeta e uma cantora. Falar de Rámon requer certo cuidado, amor e atenção, pois ele foi um ícone para a dramaturgia paraense, e um grande mestre do teatro, das artes e da vida. Acredito que Andreza não soube diferenciar a parte emocional da explicativa, pois ela demonstrou mais o seu amor pelo ídolo do que a explicação sobre o mesmo. O Alan já conseguiu mesclar essa ideia de amor e explicação trazendo "Biork à cena", pessoa que desconhecia. O fato dele trazer uma cantora fugiu um pouco do esperado, mas fez com que o interesse geral fosse logo alarmado e a curiosidade de querer saber quem era foi maior. E logo abriu o debate para a turma, que optou por suas ideias, e esclareceu todos os embates. Mas temos que ter cuidado sobre o que falamos e na forma que falamos, para não nos expressarmos de forma equivocada, e acabar magoando o próximo por algo ínfimo.
Segunda parte da aula inicia. Temos agora uma ambiência dupla: o calor da espera e o ansiedade de saber o que vai acontecer. Estabeleceu-se um jogo: a cosmologia familiar. O jogo consistia em um roteiro de ações, que a vítima foi o Marcelo Andrade. Ele teve a missão de escolher, dentro da sala, todas as pessoas que poderiam representar seu ambiente familiar, sua mãe, seu pai, tio, primos, etc.
Após a escolha, ele teve que alinhar todos esses seus parentes da forma real que eles encontravam-se perante à realidade, a forma que ele via os familiares dentro de sua casa. Depois, os atores-personagens tinham que se movimentar, demonstrando uma nova realidade a ser seguida, a forma ideal que eles queriam que fosse, esquecendo aquela imagem antes mostrada. Cada um foi para o seu lugar ideal, e Marcelo assume a postura dele mesmo, fazendo os ajustes finais, de como seria, de fato, a sua família e de como ele queria que fosse.
Choro, emoção, abraços e apertos motivaram a aula de hoje, que nos trouxe a missão de cuidar mais dos nosso familiares e olharmos para dentro de nós mesmos e aderir ao amor próprio, que enaltece o nosso interior e faz com que seja visível aos demais. O jogo serviu para que cada um de nós tenha consciência dos erros e dos acertos, e de como um gesto pode mudar tudo.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Nascer ou nascer?!
Os meus poemas
São dores
Paridas
No silêncio
Das palavras
Que arranco
Que arranco
Do ventre!
Quando olho para o lado e vejo que tudo o que quero estar ao meu lado, meu mundo fica mais tranquilo, meu coração fica mais feliz e eu fico mais leve.
Começou no dia 09/JUNHO/1992, em uma tarde chuvosa, quando minha mãe resolveu fazer um mingau para minha avó Amélia. Sentiu fortes dores, mas conteve sua emoção por que sabia que no dia seguinte seria aniversário do seu filho, Deyson.
Chegara dia 10/JUNHO/1992, dia do aniversário do meu irmão Deyson da Silva, que completara 13 anos neste dia. Arrumações, corre-corre, festejos, comidas e várias coisas que caracterizam um aniversário. Minha mãe resolveu ir ao supermercado, mas esqueceu que estava com 09 meses de gravidez, grávida de mim, mas foi assim mesmo. Chegando ao supermercado sentiu que sua bolsa estourara, por que estava molhada e logo correu para porta do mesmo, mas ao chegar na porta percebeu que estava chovendo forte e que não aguentava mais de tanta dor. Quando a chuva cessou saiu o mais rápido para sua casa, que era bem próxima. Chegou rapidamente e avisou sua mãe, minha avó Amélia. Chegaram na casa, que era situada na Avenida Duque de Caxias, e logo chamaram um táxi e partiram rumo ao Hospital Santa Cecília. Chegando lá, notaram que tinham várias mulheres em trabalho de parto, mas como a situação da minha mãe era bem avançada, atenderam logo ela. Minha mãe era determinada, e dizia: - Vou ter parto normal!, e foi. Quando foi as 13:55min nasce Rogério Jacenir, eu.
Meu pai soube da notícia de minha chegada, quando estava em um bar, e logo correu até o hospital para me ver. Como sabia que não podia entrar, ele entrou escondido só pra me ver. Depois de dois dias, voltei para casa e minha avó me recepcionou em seus braços de mãe, avó. Na verdade, aquela mulher sabia como ninguém me mimar, e me tratar como um único filho.
Bom, esse foi meu parto. Mesmo não vindo na aula proposta, tentei desenhar meu parto.
"A história da vida é buscar soluções até mesmo onde não tem."
Assinar:
Postagens (Atom)