O dia
começou tenso! Na verdade, eu estava muito mais preocupado com o seminário que
eu ia apresentar junto com a minha dupla, do que com o dia em si. Meu dia foi
bem exaustivo, cansativo, mas foi o suficiente pra que eu quisesse mais
uma vez estar na aula de corpo e alma.
Chegou a
hora da aula, e eu ainda estava saindo da aula anterior do curso técnico em
ator, fui então para a sala de aula. Digo:
- Meu
Deus, cadê meu lençol?
Percebi
que meu lençol estava na minha mochila, mas como eu tinha muita coisa, ele
acabou ficando esquecido e logo depois peguei. Formamos a roda, e quem ainda
não tinha ido, ia falar sobre a história da sua vida e ia relatar todos os
fatos e acontecimentos de sua árvore genealógica. Deixei todos os meus colegas
irem na minha frente, justamente por que a minha história ia causar comoção, e
ia deixar o emocional dos meus colegas abalado.
Depois do
meu amigo Marcelo Andrade, levantei-me e ocupei o "picadeiro". Abri
meu lençol, e pedi pra sentar ( por que sabia que se ficasse em pé, não ia dar
conta e ia chorar mais ainda! ). Comecei a falar sobre a família do meu pai,
que me transmite tristeza e é representada por uma árvore de manga, por isso o
caule ser tão duro e grosso, representando a dureza da família do meu pai.
Logo após
comecei falando da minha família querida, que é a família da minha mãe. Falei
sobre meus bisavós, mas não os conheci e nem ouvi falar sobre os mesmos. Depois
vim falar dos meus avós. Falei do meu avô Adão, que também não conheci, e logo
após falei sobre a minha avó Amélia, que era a mulher de verdade. era mulher de
verdade por sabia ter humildade e generosidade na medida certa, sabia ser mãe
da melhor forma possível, e tivera 23 filhos, mas morrera 10 e soube criar os
outros 13 de forma impecável. Escolhi um poema para homenagea-la:
“A morte é indolor.
O que dói nela é o nada que a vida faz do amor.
Sopro a flauta encantada e não dá nenhum som.
Levo uma pena leve de não ter sido bom.
E no coração, neve.”
O que dói nela é o nada que a vida faz do amor.
Sopro a flauta encantada e não dá nenhum som.
Levo uma pena leve de não ter sido bom.
E no coração, neve.”
Ou seja,
ela pode ter ido para o andar superior, olhar e rezar por todos nós, mas sempre
será lembrada por mim e por todos nós. Falei sobre todos os meus tios, cada um,
todas as suas peculiaridas e todas as suas ausências. Cheguei em um ponto
sentimental, que é falar sobre meu tio Aluizio. Meu tio contraiu AIDS quando
era mais jovem, e entrou em depressão por conta doença e começo a beber muito,
até que contraiu cirrose. Meu tio faleceu, mas deixou muitas marcas de amor na
minha vida e no meu modo de ver as coisas.
Outro tio
importante que marca minha vida é um anjo iluminado chamado Euclides Junior.
Anjo esse onde encontrei a minha figura paterna, e que não deixa eu cair
jamais. Meu tio é um doce, um pai, um irmão e muito meu amigo. Ele me dá forças
até onde eu não existo. Ou seja, ele é o meu grande protetor, no que diz
respeito à minha vida profissional. Enfim, falei sobre a minha mãe. Minha mãe
chama-se Rosa e é um exemplo de flor, que exala seu perfume por onde passa e
também exala seus espinhos a quem a maltrata. Minha mãe, mesmo quando eu não
mereço, me acalma nas horas certas, me dá sustento, me dá amor e me encaminha
para todos os lugares que necessito de proteção. Minha mãe teve dois filhos:
Deyson, que tem 31 anos, que tem um filho, o Deyson Junior, e onde eu nasci no
mesmo dia do seu aniversário e a outra que é a minha irmã Ana Paula. Minha irmã
é um anjo de doçura, onde tento trata-la como eu queria ser tratado: tendo um
pai, com amor, carinho e tendo atenção.
Enfim, minha vida causou muita comoção aos
demais colegas e me trouxe muita vontade de ajudar, muito mais do que receber
atenção
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