terça-feira, 24 de abril de 2012

Alguns partos, algumas entregas felizes da vida!

"Contei meus anos e descobri
Que terei menos tempo para viver do que já tive até agora....
Tenho muito mais passado do que futuro...
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de jabuticabas...
As primeiras, ele chupou displicentemente..............
Mas, percebendo que faltam poucas, rói o caroço...

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades...
Inquieto-me com os invejosos tentando destruir quem eles admiram.
Cobiçando seus lugares, talento e sorte.....
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas
As pessoas não debatem conteúdo, apenas rótulos...
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos...
Quero a essência.... Minha alma tem pressa....
Sem muitas jabuticabas na bacia
Quero viver ao lado de gente humana...muito humana...
Que não foge de sua mortalidade.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade... "  (Rubem Alves)






• Devemos  "JORRAR O TEMPO"  - frase marcada na aula do dia 23/04/2012, isso sim é uma trajetória do ser.




A aula do dia 23/04 foi bastante intensa. Foi intensa por que começou com um pequeno debate sobre os artifícios do teatro, e suas múltiplas escolhas. Depois intensificou-se, por que íamos dá sequencia ao "nosso parto", onde todos teriam que simular a cena do seu nascimento, seja gerado, seja entregue.
O processo foi gradativo, porém cheio de contornos sentimentais e humano. Quando se inicia, temos uma grande surpresa: Glaucia, que veio nos revelar como era a relação de sua mãe com seu pai, o que motivou seu distanciamento com o mesmo. Após ela, veio uma coisa bem magnífica ao meu ver, veio Melk trazendo toda a sua cena. Em um primeiro momento, pensei:


- Pow, lá vem o Melk fazendo palhaçada, por que ele só nos faz rir!


Mas, ao contrário do que pensara, ele trouxe uma estética linda, admirável e sólida. Ele nos contou a história da vida dele, que vale a pena frisar alguns pontos, como:




Nenhum comentário:

Postar um comentário